Isabella Machado
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22 de setembro de 2026

14:22

"O exercício do olhar maduro"

PorPsi Isa Machado
"O exercício do olhar maduro"

A tendência de nos focarmos em aspectos negativos de alguém, generalizando-os e criando rótulos ("caixinhas"), é um mecanismo de defesa e um viés cognitivo. Superar essa tendência exige autoconhecimento, empatia e a disposição de enxergar a complexidade e a individualidade de cada pessoa. Isso ocorre por diversos motivos:

- Preconceitos e estereótipos: Nossas experiências, cultura e educação moldam nossos preconceitos, levando-nos a enxergar certos traços como inerentemente negativos e a generalizar essas características para toda a pessoa.

- Simplificação da realidade: Processar todas as informações sobre uma pessoa é complexo. Focar em um defeito aparente simplifica a percepção, tornando a interação mais "fácil", mesmo que superficial e imprecisa.

- Ameaça à autoestima: Ao destacar os defeitos dos outros, podemos inconscientemente elevar nossa própria autoestima, comparando-nos favoravelmente.

- Ansiedade e medo: Julgar e rotular os outros pode ser uma forma de controlar a ansiedade e o medo do desconhecido, criando uma sensação de previsibilidade, mesmo que ilusória.

Olhar para a pessoa como um todo, considerando sua complexidade e reconhecendo que um defeito não define toda a sua essência, é fundamental para relações saudáveis e empáticas. Isso requer:

- Consciência de nossos vieses: Estar ciente de nossos preconceitos e estereótipos é o primeiro passo para superá-los.

- Escuta ativa e observação atenta: Dar espaço para a pessoa se expressar e observar suas ações e comportamentos com atenção, sem julgamentos pré-concebidos.

- Empatia e compaixão: Tentar compreender a perspectiva do outro, reconhecendo suas dificuldades e suas virtudes.